ERP

Os pequenos empresários vão encontrar no mercado várias tecnologias para aprimorar o seu negócio. Uma delas é o ERP, sigla do termo inglês Enterprise Resource Planning, que nada mais é que um pacote de ferramentas que integra todos os departamentos de uma empresa. A grande vantagem dessa tecnologia é que todos os dados passam a fluir pela companhia, eliminando relatórios em papel, fornecendo informações em tempo real da operação para a tomada de decisão.

Os ERPs são comercializados com um pacote de aplicações que interligam toda uma empresa, trazendo módulos de finanças, contabilidade, RH, produção, marketing e vendas, entre outros. Mais recentemente, esses sistemas engordaram e passaram a contar também com ferramentas de CRM (Customer Relationship Management), para gerenciar o relacionamento com o cliente; BI (Business Intelligence) para gerar relatórios de apoio à decisão; Supply Chain, para integrar a cadeia de fornecedores e soluções Web, já que a maioria das companhias tem um braço na Internet.

Popularização na década de 90   A tecnologia de ERPs começou a ganhar popularidade no Brasil no final da década de 90 depois da virada do bug do Milênio. No início era mais era mais um privilégio das grandes companhias, como Sadia, Petrobras, Vokswagen, Unilever etc. Mas, aos poucos, os preços desses pacotes foram caindo e as grandes fornecedoras desses produtos criaram programas para descer à base da pirâmide, uma vez que atingiram a maior parte das 500 maiores corporações do País.

Agora o grande alvo dos fornecedores de ERP são as PMEs (Pequenas e Médias Empresas), segmento com baixa adesão a essa tecnologia. É por isso que as multinacionais SAP, Oracle e a estreante Microsoft no terreno de gestão empresarial estão com programas agressivos para competir com as brasileiras Microsiga e Datasul. Elas querem ganhar penetração nesse setor, oferecendo preços mais acessíveis e linhas de financiamentos para a compra, não apenas dos pacotes de gestão empresarial, mas também do hardware que vai rodar essas aplicações.

Gestão do negócio

Ter essa tecnologia não é modismo, mas uma necessidade para garantir a sobriviência da companhia, afirma Ernesto Haberkorn, um dos fundadores da Microsiga, produtora nacional de ERP focada no segmento de PMEs. Haberkorn, que também é autor do livro “Gestão Empresarial com ERP”, destaca que esses pacotes vêm com ferramentas que automatizam uma empresa de ponta-a-ponta, abrangendo controle de receita, fluxo de caixa, atendimento ao cliente e controle de estoque, entre outras áreas.

O executivo a deficiências na gestão é um dos principais motivos de mortalidades dos pequenos negócios. ?Pesquisas mostram que de cada dez empresas abertas hoje no Brasil, cinco morrem nos primeiros dois anos. Até o quarto ano, apenas duas sobrevivem?, diz Haberkorn, afirmando que apenas 25% das companhias abertas há 20 anos no Brasil permanecem de portas abertas. As demais fecharam porque não deram lucro.

Para saber se a empresa está dando lucro, o especialista diz que o empresário tem de fazer um acompanhamento de perto de tudo o que ele vende e gasta e que o ERP veio para fazer essa tarefa de forma automatizada. Suas ferramentas medem todos os resultados.

Por funcionar integrado com todos os departamentos, o ERP traça relatórios diários de clientes que não pagam, mostram produtos que estão dando prejuízos, equipamentos obsoletos, calcula custo de matéria-prima, entregas de pedidos fora do prazo e até deda o funcionário que não chega no horário. 

“Com um ERP, a empresa tem como prever a entrega de um pedido colocado pelo time de venda, pois o sistema mostra se há matéria-prima suficiente para produção. Com seus sistemas informatizados, a empresa sabe quanto está entrando e saindo de dinheiro e passa a controlar o seu negócio com mais eficiência”, diz Haberkorn.

Ainda em papel

Atualmente muitas PMEs mantêm os controles em planilhas de papel. ?Mas a maiorias dos pequenos empresários usa mesmo os dois bolsos para administrar sua empresa: um que controla os gastos e outro o que entra, diz o especialista da Microsiga. Hoje, com a competição acirrada, os que tiveram mais eficiência são os que conseguirão dar respostas mais rápidas ao mercado.

Luiz Banhara, diretor de canais da SAP, multinacional alemã de ERP, completa que a grande vantagem de um sistema de gestão empresarial é que a integração dos departamentos elimina redigitação das informações. Ou seja, um dado digitado uma vez fica disponível em todo o sistema.

E antes do ERP?

Antes do ERP, as empresas tinham um sistema para cada departamento, muitos desenvolvidos internamente. Criava-se uma verdadeira colcha de retalho, pois nenhum se falava e as informações não fluíam pela empresa. Com a integração, a companhia passa a ter mais controle do negócio.

Além de mais velocidade para atender o mercado, o ERP reduz custos operacionais e elimina erros e faz com que os negócios sejam melhor controlados. Porém, para dar resultados Banhara diz que um ERP precisa ser bem implantado e que os usuários do sistema precisam estar treinados para conseguir extrair todos os benefícios.

Os especialistas alertam há situações em que a tecnologia não dá o resultado esperado porque alguns funcionários continuam fazendo controles no papel e não atualizam os dados no sistema. Assim, a empresa não terá dados em tempo real do seu negócio e o investimento pode ser perdido. O ERP é uma ferramenta para apoiar os negócios, mais desde que seja usado corretamente, avisam os consultores.

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