E-Business

E-BUSINESS: O USO CORPORATIVO DA INTERNET

INTRODUÇÃO

As empresas que, de alguma forma, estão envolvidas com a tecnologia da informação, inclusive as empresas ligadas à Internet, estão constituindo o que vem sendo denominado de “nova economia”.

A terminologia utilizada na “nova economia” vem sendo, aos poucos, consolidada, como é o caso do termo “E-Business”. Tendo em vista a amplitude das atividades empresariais que estão sendo desenvolvidas por meio da Internet, essa expressão tem sido utilizada, no sentido de englobar os termos “E-Commerce” e “E-Services”.

O termo E-Commerce, por sua vez, tem sido referido tanto às vendas das empresas para os consumidores finais, quanto às transações entre empresas. Desta forma, tem-se o Business-to-Consumer (B2C), ou seja, realização de negócios, pela Internet, entre a empresa e o consumidor final, e o Business-to-Business (B2B), que se refere à realização de negócios entre as empresas, pela Internet.

Outros termos, como “E-Procurement”, referindo-se às aquisições realizadas pelas empresas, através da Internet, e “E-Strategy”, referindo-se às estratégias de atuação das empresas na Internet, vêm sendo incorporados.

Independente da terminologia utilizada, no entanto, o certo é que a Internet demonstrou possuir potencial para revolucionar, de forma radical, o relacionamento, entre si, das empresas, e, entre as empresas e o consumidor final, e essa revolução já está acontecendo.

O barateamento da utilização do meio eletrônico, para comunicação, é que tem permitido essa revolução, confirmada pelo foco do mercado, da mídia, dos consumidores, que, atualmente, está concentrado nas denominadas “empresas.com”.

Pelas vantagens que podem ser introduzidas, essas mudanças se revestem de aspecto estrutural, e irão alterar, de forma definitiva, o relacionamento entre as empresas e, entre estas últimas e os consumidores.

O uso corporativo da Internet pode ser considerado recente, mas, a partir das finalidades do desenvolvimento das home pages, já pode ser divido em três etapas, sendo que, no Brasil, encontram-se empresas nas três fases, utilizando home pages como:

 

• canal de informação;

 

• canal de comunicação; e

 

• plataforma de transações comerciais.

 

Cabe observar que, embora a Internet venha sendo utilizada, cada vez mais, como plataforma de transações comerciais, a rede ainda é mais utilizada para acesso a serviços de informações, como os sites de divulgação de turismo, e a banco de dados.

O setor de serviços também se destaca pelo uso da Internet, como:

 

• home banking;

 

• edição de revistas e jornais on line;

 

• assinatura de revistas;

 

• compra e venda de imóveis; e

 

• auditoria.

 

Quanto às perspectivas do comércio eletrônico, estimativas divulgadas pela Forrest Research (Gazeta Mercantil – 27/04/2000) apontam que o comércio eletrônico envolverá US$ 6,9 trilhões, no mundo, em 2004, sendo que, somente nos Estados Unidos da América, atingirá US$ 3,1 trilhões, dos quais 87%, ou seja, US$ 2,7 trilhões, somente no B2B. A mesma fonte aponta um movimento comercial de US$ 8,0 bilhões, no Brasil, naquele mesmo ano. Embora outras projeções apresentem números diferentes, todas indicam um crescimento exponencial, para os próximos anos.

Este Informe irá enfocar alguns dos aspectos ligados ao Business-to-Business (B2B).

FORMAS DE PARTICIPAÇÃO NA INTERNET

As estratégias do Business-to-Business (B2B), para atuação na Internet, podem envolver home pages isoladas, “shoppings virtuais”, voltados apenas para clientes empresariais, e portais próprios ou independentes.

Quanto aos portais próprios, a estratégia de algumas empresas envolve, inclusive, a criação de diferentes portais. Um deles pode estar voltado para um grupo de grandes fornecedores selecionados; outro, para fornecedores comuns, onde as compras podem ser feitas eletronicamente, e, ainda, portais exclusivos para os clientes, acessados por senhas, onde é possível acompanhar as requisições efetuadas, desde a produção até o embarque.

Os portais independentes são de empresas “.com” intermediárias. Existem os intermediários horizontais, que agregam várias indústrias, e são, geralmente, empresas com sistemas genéricos de gestão de transações via Internet. Os intermediários verticais, por sua vez, são focados em uma indústria específica.

O papel dos intermediários tende a ser ampliado, no sentido de agregar serviços, como os portais voltados para o B2B, que oferecem diversas soluções para as empresas, inclusive, relativas à logística. Um outro serviço agregado se refere à garantia da segurança das transações, por meio de monitoramento e cuidadosa seleção dos participantes.

Os portais podem ser, inclusive, desenvolvidos em diversos idiomas, para facilitar o acesso de empresas de outros países.

PRINCIPAIS VANTAGENS DO USO DO B2B PELAS EMPRESAS

 

• ampliação dos canais de vendas;

 

• aumento da competitividade das empresas;

 

• redução de custos em todos os processos realizados com auxílio da Internet;

 

• disponibilidade de operação 24 horas;

 

• rapidez na realização dos processos;

 

• redução da incidência de erro nos processos;

 

• agilização da integração com fornecedores;

 

• redução de circulação física de documentos (desenhos de engenharia, por exemplo); e

 

• diminuição do ciclo de compras.

 

ATIVIDADES AFETADAS PELO B2B

Quanto aos parceiros de negócios, a Internet está trazendo, para as empresas, mudanças irreversíveis, afetando, principalmente, as seguintes atividades:

 

• automação dos processos de relacionamento entre os parceiros;

 

• compra de matérias-primas, insumos, etc;

 

• gerenciamento eletrônico de documentos;

 

• gerenciamento de estoques do parceiro;

 

• gerenciamento da armazenagem do parceiro;

 

 

• oferecimento de pacotes integrados de serviços, como a agregação de suporte financeiro;

 

• projeção de demanda;

 

• acionamento dos sistemas de produção;

 

• atendimento direto ao cliente; e

 

• oferecimento de serviços de pós-venda.

 

A utilização da Internet, entre os parceiros, facilita, ainda, o seu uso, relativamente à organização interna das empresas, principalmente quanto à:

 

• integração dos sistemas internos de transporte, armazenagem e estoque;

 

• difusão de instrumentos de trabalho e administração, como:

 

􀂘formatos de contratos;

 

􀂘tabelas de preços;

 

􀂘manuais de procedimentos;

 

􀂘informações sobre políticas de remuneração de vendedores;

 

􀂘sistemas interativos para treinamento;

 

􀂘cadastro de clientes;

 

􀂘troca de informações com as diversas filiais;

 

􀂘análise de desempenho da empresa;

 

􀂘clippings; e

 

􀂘informações da área de recursos humanos.

 

E-PROCUREMENT

A compra de suprimentos é uma das principais atividades afetadas pelo B2B, a partir da automação da gestão da cadeia de suprimentos e a redução do ciclo operacional de compra e venda, com a troca rápida de informações.

Os novos processos já estão acarretando mudanças no funcionamento dos departamentos de compras, e, acredita-se que em poucos anos quase todas as compras de corporações estarão sendo feitas pela Web, devendo-se ressaltar as compras diferenciadas, entre itens não específicos e específicos.

Os produtos mais padronizados, com bastante fornecedores, podem ser adquiridos pela Internet, através de portais de procurement, por sites que apresentam, de um lado, as empresas compradoras, e, de outro, os fornecedores. Quanto mais empresas aderirem a este sistema, maiores os seus benefícios. Com esse sistema, há grande pressão sobre a cadeia de suprimentos, criando-se oportunidades para a redução significativa de custos, e ampliando-se o leque de possíveis compradores e supridores. A tendência, assim, é a diminuição da dependência em relação a determinados fornecedores.

Quanto aos produtos específicos, os quais não se descobre fornecedores com facilidade, devem permanecer os mecanismos tradicionais de contrato, porém, com uma estratégia de integração da cadeia muito maior, que leve à necessidade de divulgação de dados entre os parceiros da cadeia produtiva. Desse modo, é de se esperar uma maior eficiência da cadeia de fornecedores.

De uma maneira geral, pode-se falar que há uma redução de custos em todo o processo, incluindo a burocracia, pois, com o B2B, reduzem-se:

 

• as visitas;

 

• as trocas de documentos; e

 

• os intermediários.

 

A automatização do processo envolve as mais diversas fases, como:

 

• processo de seleção;

 

• processo de aprovação das compras;

 

• negociação de preço;

 

 

• negociação do prazo; e

 

• preenchimento de pedidos.

 

Outras vantagens das compras, utilizando o B2B, referem-se à:

 

• otimização do processo;

 

• redução de estoques;

 

• a informação fica mais disponível;

 

• o cliente pode acompanhar em que etapa da produção está o seu pedido; e

 

• as equipes de vendas podem atuar como consultoras dos clientes.

 

Com todas essas facilidades, criam-se incentivos para a especialização e a desintegração vertical das empresas.

Cabe ressaltar que, com o B2B, praticamente não há mudança, em termos de programação logística, enquanto o que se altera é o processo de compra, já que a parte física sofre poucas alterações. O B2C, por sua vez, representa um novo enfoque, em termos de logística.

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