Introdução

BANCO DE DADOS RELACIONAL

Um banco de dados relacional pode ser definido como um banco de dados que aparece ao usuário como uma coleção de tabelas. A característica mais fundamental num banco de dados relacional é a de que temos que identificar univocamente seus registros (que chamamos de linhas), ou seja, devemos definir um campo (ou mais de um) dentre os vários campos do registro, para ser o atributo identificador do mesmo (chave primária).
O Oracle é um SGBD Relacional – Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados Relacional (RDBMS – Relational Database Managemente System) e foi um dos primeiros sistemas de banco de dados a utilizar a Linguagem de Pesquisa Estruturada (SQL – Structured Query Language) como interface do usuário sendo, talvez, por este motivo, agora um dos principais sistemas de gerenciamento de banco de dados.

CONCEITOS

No estudo de banco de dados convém sabermos algumas definições importantes: Tabelas – São as unidades básicas de um SGBD Relacional. É formada por linhas e colunas, onde as linhas representam os registros e as colunas os campos da tabela. São muito conhecidas como Tabelas-Base.

Exemplo:

Cod_Funcionario – CHAR(06)
Cod_Departamento – CHAR(05)
Nome_Funcionario – VARCHAR2(40)
Data_Nascimento – DATE

Colunas – Um nome de coluna é o nome que o usuário informará para representar os valores de dados que serão entrados sob cada coluna.

Linhas – São os registros da tabela.
Valores de dados – São os valores encontrados na interseção de uma coluna e uma linha.
Chave primária – Uma ou mais de uma coluna que identifica uma linha, facilitando em muito o acesso aos dados.

Visão ou Tabela Virtual(View) – É uma tabela formada por uma pesquisa em uma ou mais
tabela-base. Ela não existe, mas parece ao usuário como se existisse.

Toda tabela num banco de dados relacional tem que possuir uma Chave Primária. As tabelas poderão também ter chaves estrangeiras, que são campos que relacionam as tabelas do banco de dados, fazendo referência entre uma e outra tabela.

SQL – LINGUAGEM DE PESQUISA ESTRUTURADA

A SQL – Linguagem de Pesquisa Estruturada (Structured Query Language) devido as suas características tornou-se a linguagem padrão de banco de dados relacionais.

A Linguagem SQL pode ser usada através de dois modos:

SQL Interativa – Onde os comandos SQL são digitados interativamente, ou seja, logo após a digitação do comando vemos sua execução.

SQL Embutida – Neste modo os comandos SQL ficam embutidos no programa-fonte de uma linguagem de programação. Tal linguagem é normalmente chamada linguagem hospedeira.

Linguagens de programação como COBOL, C, PASCAL, PL/1, etc, admitem a SQL Embutida.

A SQL divide-se em três grupos:
– Linguagem de Definição de Dados (DDL)
– Linguagem de Controle de Dados (DCL)
– Linguagem de Manipulação de Dados (DML)

Linguagem de Definição de Dados (DDL)
Tem como objetivo definir, alterar e eliminar as tabelas usadas para armazenar os dados.

CREATE TABLE, CREATE VIEW, são comandos de definição de dados, dentre outros.
Exemplo: Criação de Tabelas

Em SQL as tabelas possuem a função de armazenar os dados do Banco de Dados. O comando para criação de tabelas no SQL é o CREATE TABLE.

Exemplo de CREATE TABLE:
CREATE TABLE T_Funcionario
(cod_funcionario VARCHAR(2),
nome_funcionario VARCHAR(30),
end_funcionario VARCHAR(40),
CONSTRAINT pk_funcionario PRIMARY KEY
(cond_funcionario),
TABLESPACE ST_funcionario;

Linguagem de Controle de Dados (DCL)

A DCL contém elementos que serão úteis num sistema multiusuário, onde a privacidade das informações é importante, bem como a segurança das tabelas e o estabelecimento de fronteiras entre as transações. Os comandos GRANT e REVOKE são alguns dos comandos utilizados para o controle de dados.

Linguagem de Manipulação de Dados (DML)

Esta linguagem contém os componentes da linguagem e conceitos para a manipulação das informações armazenadas nas tabelas. Os comandos SELECT, UPDATE, INSERT, bem como outros, são comandos de manipulação.

O Comando mais utilizado na linguagem SQL para manipulação dos dados é o SELECT. Com ele é que produzimos as “Queries”, ou seja, as pesquisas no Banco de Dados.

Exemplos: Selecionando Dados

a) SELECT * FROM ALUNO;
Retorna todas as linhas e todas as colunas da tabela ALUNO.

b) SELECT MATRICULA, NOME_ALUNO
FROM ALUNO;
Retorna todas as linhas das colunas matrícula e o nome do aluno da tabela ALUNO.
 

c) SELECT MATRICULA, NOME_ALUNO
FROM ALUNO
WHERE NOME_ALUNO = ‘JOAO DA SILVA’;
Retorna a matrícula e o nome do aluno que tenham nome igual a JOAO DA SILVA.

d) SELECT MATRICULA FROM CURSA
WHERE ((NOTA1+NOTA2+NOTA3)/3) > 7
AND CD_DISCIPLINA = ‘PORT’;
Retorna a matrícula de todos os alunos que obtiveram média acima de sete na disciplina PORT.

e) SELECT AVG(SALARIO) FROM EMPREGADO;

Retorna a média dos salários dos funcionários da tabela.

Obs.:
1) A Sintaxe completa do comando SELECT encontra-se no manual de referência de SQL da ORACLE.
2) Podemos usar o comando Select para acessar dados de duas ou mais tabelas, ao mesmo tempo:
SELECT COD_EMPREGADO, NOME_EMPREGADO, SALARIO_EMPREGADO
FROM FUNCIONARIO, SALARIO
WHERE FUNCIONARIO.COD_EMPREGADO = SALARIO.COD_EMPREGADO;

Esta “Query” acima retorna os dados da tabela FUNCIONARIO (COD_EMPREGADO e NOME_EMPREGADO) e da tabela SALARIO (SALARIO_EMPREGADO).

OUTROS CONCEITOS DE BANCO DE DADOS

BANCO DE DADOS DISTRIBUÍDOS
Permitem o manuseio da informação armazenada no Banco de Dados que se encontra distribuído em diversas máquinas geralmente em locais geográficos distintos. A distribuição dos dados pode ser feita no nível de uma entidade do esquema conceitual (1 tabela, por exemplo) ou através de fragmentos (partições da tabela). Os fragmentos podem ser obtidos através do uso de técnicas de fragmentação horizontal (seleção de linhas da tabela), fragmentação vertical (seleção de colunas da tabela) ou de forma híbrida (conbinando a fragmentação horizontal e vertical ao mesmo tempo).

A alocação dos fragmentos pode ser realizada com ou sem replicação. No primeiro caso, cópias de um mesmo fragmento são distribuídas pelos diversos nós que compõem o Banco de Dados distribuído.

O principal objetivo dos bancos de dados distribídos é disponibilizar o dado o mais próximo possível do local onde é mais acessado, permitindo um aumento no desempenho de consultas devido ao aproveitamento da localidade de acesso e também, por trabalhar com um volume menor de dados.

DATA WAREHOUSE

Em sua forma essencial, um data warehouse é um repositório para informações organizacionais. Pode incluir tabelas relacionais geradas pelos sistemas de controle e acompanhamento, dados consolidados altamente estruturados, documentos e objetos multimídia. Também podem ser encapsuladas regras de negócio. Sem dúvida, uma solução data warehouse deve ser aberta, escalável, com velocidade e facilidade de acesso, e deve ser gerenciável.

Dada a tendência da indústria para a distribuição de recursos e o desejo de maior controle e acessabilidade, uma solução deve ser projetada para operação geograficamente distribuída ao longo das unidades de negócio da corporação. Facilidade de instalação, ajustes, gerenciamento, controle e interoperabilidade são pontos críticos, particularmente em um ambiente distribuído.

Data warehouse é uma arquitetura, não um produto, e não deve ser associada com um repositório de dados especializado, tal como um sistema de gerenciamento de dados multidimensional, e pode, de fato, ser perfeitamente hospedado em um sistema de gerenciamento de dados relacional, que provê uma base mais sólida sobre a qual se construirá as aplicações que alimentarão o repositório de dados.

Mais importante que a ferramenta para hospedar o repositório é o conjunto de aplicações e ferramentas que compõem as informações organizacionais. Data warehouse é uma forma de unificar e facilitar o acesso a todas as informações de que os membros de uma corporação necessitam para a execução, controle e planejamento de atividades de negócio.

A construção do repositório é conseqüência da Administração de Dados, que é responsável pela elaboração de um modelo global de dados para a corporação, que normalmente surge como resultado da integração dos sistemas de transações on line. Para o usuário, aspectos importantes são as ferramentas de query e análise de dados, bem como o grau de integração com as ferramentas de automação de escritório, que correspondem ao dia-a-dia dos usuários corporativos.

Muitos vendedores consideram gerenciadores de banco de dados especializados para data warehouse, mas esses desconsideram as melhorias da tecnologia relacional nas áreas de processamento e otimização em paralelo de queries, bem como a integração com ferramentas de acesso, modelagem, apresentação e análise, tais como as planilhas eletrônicas e bancos de dados de mesa.

O Oracle Warehouse suporta além de dados estruturados da forma relacional, outros tipos de dados, como por exemplo, textos desestruturados, dados espaciais, vídeo, …

A proposta do Oracle Warehouse é a de possibilitar o gerenciamento dos dados da empresa, independente da origem dos dados, ou seja, se são dados históricos, de produção, etc.

REPLICAÇÃO DE DADOS

O Oracle permite a replicação dos dados, isto é, cópias de tabelas dos bancos de dados podem ser instaladas nas unidades regionais da empresa, visando assim a rapidez no acesso aos mesmos (evita o tráfego na rede).

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