“O Simply Red não existe mais”, diz Mick Hucknall em show

O lendário grupo britânico Simply Red se despediu dos palcos na noite de domingo (19), com um enorme concerto em Londres que encerrou com chave de ouro uma carreira de 25 anos e mais de 50 milhões de discos vendidos.

“Boa noite, adeus, o Simply Red não existe mais”, gritou o carismático líder da banda, Mick Hucknall, aos milhares de fãs que lotaram a O2 Arena apesar da nevasca que caía sobre a capital inglesa. Em seguida, deixou o palco, depois de concluir o show com uma emocional versão de Holding Back the Years.

O vocalista é o único membro original do grupo formado em 1984 na cidade de Manchester, que realizou uma longa “Farewell Tour” para se despedir dos fãs do Brasil à Nova Zelândia, passando por Espanha e Japão.

Hucknall e os músicos que o acompanham iniciaram seu nostálgico percurso da noite com grandes sucessos da banda, que mistura o soul, o pop e o jazz, como Come to my Aid, primeiro single de seu álbum inaugural Picture Book (que ficou 30 semanas nas paradas britânicas depois de seu lançamento, em 1985).

Em seguida, canções queridas dos fãs, como The Right Thing, It’s Only Love, A New Flame e as baladas For Your Babies e Stars preencheram a apresentação, que durou uma hora e meia.

Com 14 álbuns lançados e uma coleção de 130 discos de ouro, o Simply Red já vendeu mais de 50 milhões de discos.

“Quero agradecer a seu apoio nos últimos 25 anos. Foi uma trajetória maravilhosa”, agradeceu Hucknall, em um dos momentos mais emotivos do show – transmitido ao vivo e em alta definição em vários cinemas do Reino Unido e de outros países europeus.

“Ame ou odeie, mas não negue que Hucknall sabe escrever uma canção”, afirmou nesta segunda-feira uma crítica do Daily Telegraph, lembrando a “adulação universal e a abjeção extrema na mesma medida” dedicados ao Simply Red desde sua criação.

O fim do grupo, no entanto, não significa que Hucknall, de 50 anos recém completados, pretende abandonar a música: desde o início, anunciou sua intenção de “continuar uma carreira solo e começar um novo capítulo”.

“Não quero mais ser escravo do sucesso comercial. Estou livre”, disse, há algumas semanas, em entrevista ao jornal The Guardian. “Só quero escrever músicas no meu cantinho”.

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