Dataprev aperfeiçoa sistema para inibir fraudes

Projeto diminui dependência tecnológica pois contempla a migração do banco de dados para tecnologia livre. Novas funcionalidades do aplicativo utilizam linguagem Java e PostgreSQL

A Dataprev está internalizando e melhorando as funcionalidades e capilaridade do Sistema de Monitoramento e Análise das Informações da Previdência Social (Maiprev). A aplicação é uma importante ferramenta no trabalho de combate às tentativas de fraude contra a Previdência. Seu principal objetivo é fazer o cruzamento e a combinação de dados e processos de negócios da linha de Benefícios da Previdência Social.

Na última semana, empregados da Dataprev e servidores do Ministério da Previdência Social (MPS) estiveram reunidos no Pará para discutir os avanços desse projeto, que entrou na terceira e última fase. Eles aproveitaram a ocasião para lançar também um folder com informações do sistema. Produzido pelo MPS, o material institucional será entregue a gestores do INSS, do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU).

Com o cruzamento e a combinação de dados e processos de negócios da linha de Benefícios da Previdência Social, o software é uma importante ferramenta da Assessoria de Pesquisa Estratégica e de Gerenciamento de Riscos (APE/GR) do MPS, que trabalha em colaboração com a Polícia Federal e o Ministério Público da União (MPU) no processo de análise e investigação das fraudes previdenciárias.

Segundo o gestor do projeto na Dataprev, Edílson Rodrigues de Carvalho, além de trazer o Maiprev para dentro os seus servidores, a empresa irá, com esse projeto, ampliar a capacidade de processamento e também a capilaridade de pesquisa do aplicativo. “Além de fazer o cruzamento e análise dos processos de concessão de benefícios, da folha de pagamento do INSS (conhecida como Maciça) e dos Pagamentos Avulsos (PAB), o Maiprev passará a analisar dados dos benefícios reativados e também dos procuradores – pessoas que recebem aposentadorias por outrem”, avalia Carvalho.

Tecnologia livre – Desenvolvido inicialmente em linguagem ASP para ambiente web, o aplicativo tem aproximadamente 10 mil linhas de código. “No entanto, o novo pacote de funcionalidades em implementação está sendo escrito em Java”, pondera Edílson Carvalho.

Já o banco de dados foi totalmente migrado da tecnologia proprietária SQL Server para PostgreSQL. “Foram 2.462 tabelas migradas contendo cerca de 1.7 bilhão de registros. É um volume bem considerável. Poucos bancos desse porte passaram por uma migração como essa”, salienta Edílson. Atualmente o banco de dados consome 500 Gigabytes dos 1,2 Terabyte destinados a essa ferramenta no servidor, localizado no Centro de Processamento Distrito Federal (CPDF).

Fases – A primeira fase do projeto consistiu na internalização da aplicação e adequação de fontes aos padrões de desenvolvimento utilizados pela Dataprev. A segunda parte, entregue em dezembro de 2009, correspondeu à migração e adequação do Banco de Dados.

Agora, os técnicos da empresa no Pará estão promovendo a última e mais complexa etapa. “Essa fase consiste na inclusão dos dois metadados e na geração de indicadores de qualidade dos dados. Isso permitirá que os gestores do Maiprev criem novos filtros de análise, diminuindo assim o risco de fraudes”, explica Edílson. De acordo com o gestor, a previsão é que o projeto esteja totalmente concluído em setembro deste ano.

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