“Último suspiro” dos Beatles, ‘Abbey Road” completa 40 anos

Considerado um dos melhores discos da carreira dos Beatles, Abbey Road, lançado em 26 de setembro de 1969, completa 40 anos de sua estreia neste sábado (26). Gravado entre abril de agosto do mesmo ano nos lendários estúdios da EMI, em Londres, o disco ainda tem em sua capa a foto clicada por Iain Macmillan registrando o quarteto atravessando Abbey Road. Embora tenha sido o penúltimo lançamento da carreira, o álbum foi o último a ser gravado, já que as sessões que originaram Let It Be (1970) já haviam acontecido anteriormente.

Penúltimo disco da carreira dos Beatles, Abbey Road ganhou o status de “solucionador” dos problemas da banda, que já enfrentavam muito desgaste em seu relacionamento. No entanto, o grupo, que iria se separar pouco tempo depois, conseguiu reunir belas composições individuais, mas já demonstrando pouca união como banda.

Além de belas canções da parceria Lennon/McCartney, o disco tem registros de músicas compostas pelo guitarrista George Harrison, que lutava cada vez mais por espaço nos álbuns do quarteto. Entre elas estão Something e Here Comes The Sun, dois grandes destaques entre as faixas.

Com 47 minutos de duração e produzido por George Martin, o álbum também é marcado pela inventividade do grupo no estúdio ao usar mais recursos tecnológicos. Este é um dos discos em que os Beatles exploram o uso do sintetizador, como em Because e Maxwells Silver Hammer.

Velhos tempos

Passando por uma fase turbulenta e cheia de incertezas sobre o futuro da banda, os integrantes dos Beatles passaram por essa fase dividindo sua atenção com projetos foras do grupo.

O preceito para a gravação de Abbey Road foi exatamente botar um fim nesta questão, para que os integrantes ¿gravassem como nos velhos tempos¿, sugestão de Paul McCartney na época.

Ensaio de 10 minutos
A lendária foto do quarteto de Liverpool cruzando a Abbey Road, em Londres, capa do disco de mesmo nome de 1969, completou 40 anos de existência no dia 8 de agosto. A foto, clicada por Iain Macmillan, foi tirada em uma rápida sessão de fotos (que durou cerca de 10 minutos) na faixa de pedrestes que fica na frente do lendário estúdio onde o grupo fazia suas gravações.

Preparando a arte do álbum que seria lançado no dia 26 de setembro daquele ano, os quatro músicos cruzaram a rua algumas vezes para que o fotógrafo pudesse fazer o famoso clique. Ao todo, existem seis imagens dessa sessão e a predileta de McCartney foi a escolhida para a capa.

Em pouco tempo, o lugar se tornou ponto de encontro para diversos fãs da banda que, ano após ano, tentam reproduzir a lendária foto atravessando a faixa de pedestres mais famosa do planeta. No site do estúdio de Abbey Road há até uma webcam que filma a rua durante 24 horas e transmite as imagens para o mundo todo.

A composição da foto, idéia de McCartney, segundo Brian Southall, autor de um dos livros mais completos sobre o Abbey Road, também virou motivo de paródia ou homenagem de desenhos animados como Simpsons ou programas infantis como Vila Sésamo.

Mistério
Além de famosa, essa foto também carregando muito mistério e contribui com o lendário boato de que o “verdadeiro Paul McCartney” teria morrido no meio da década de 60. Segundo os rumores, a foto teria servido para encenar o “enterro” do verdadeiro Paul: John Lennon seria o padre (roupas brancas), Ringo Starr seria o encarregado do funeral (terno preto), Paul McCartney o cadáver (com terno e sem sapatos nos pés, como é tradição em algumas religiões) e George Harrison o coveiro (roupas de trabalho). Além disso, Paul é o único do quarteto com a passada invertida durante sua caminhada.

Fora isso, outro elementos também “provariam” a tese de que Paul estaria morto. O fusca estacionado do lado esquerdo tem a placa LMW-281F. Os boatos apontam que a sigla seria “Linda McCartney Widower” ou, em português, “Linda McCartney viúva”. Levando em consideração o número 1 como a letra I, o restante seria “28IF”, apontando que o verdadeiro Paul teria 28 anos de idade se estivesse vivo.

No lado direito da imagem, há dois carros pretos de modelos usados comumente para funerais no Reino Unido. Segundo os boatos, ambos estão direcionados para um cemitério localizado nas proximidades do estúdio Abbey Road.

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